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História e Memória Gaúcha - O Livro

A herança do tradicionalismo gaúcho pelos pagos catarinenses é muito forte, presente e comovente. O gurizito que dá os seus primeiros passos na dança tradicionalista, a prendinha rodando a saia pelo salão, a cuia na roda de chimarrão, a gineteada, a costela no braseiro do fogo de chão, o tiro de laço, as bandeiras que tremulam, o narrador que anima a festa, o bochincho entoado pela gaita e o violão acompanhando cantigas de verso e alma. Tudo isso é história de amor, de respeito e de orgulho pela tradição.

O tradicionalismo que pariu nas estâncias do Rio Grande e nos pampas da Argentina e do Uruguai se espalha por todos os rincões deste país, carregando consigo a semente de uma cultura rica, estribada em valores de respeito e amizade fraterna, com a pego a arte e a cultura de um povo desbravador, que através dos seus costumes se notabilizou em todas as fronteiras da grande pátria.

Esta obra, que exalta o tradicionalismo e suas raízes, brilhantemente homenageia baluartes da cultura, relata momentos históricos e dignificantes, valoriza o trabalho acadêmico-científico, traz de volta o passado e mostra o presente na lida do campo que perdura, além das fronteiras, e desafia o tempo. E que também preserva a saúde e beleza dos seus animais.

Nas páginas deste livro-documentário histórico, o leitor conhecerá a contribuição econômica, social e cultural da tradição gaúcha dos rodeios, dos CTG’s, dos bailes de galpão, em todos os cantos, entreverados com a bota e a bombacha e com as lindas prendas de todas as classes sociais.

A tradição que representa em Santa Catarina cerca de 250 mil pessoas diretamente e 1 milhão indiretamente. São os simpatizantes e defensores da cultura.

A alma da tradição gaúcha, traduzida em versos pelos gaudérios Nenito Sarturi, Nelcy Vargas, Cláudio Patias, é retrato do tempo que se espalha e enraíza a força e a beleza do tradicionalismo, numa onda que ultrapassa fronteiras. Seus versos são o retrato do gaúcho e suas raízes campeiras carregados na alma e no coração. Deixa a marca a todos que tentam se desfazer de suas raízes do campo e suas lidas com a família e o amigo cavalo na busca de outras querências, imprimindo consigo as suas origens, cultura e tradição que jamais se apagam.

Autores

Edinéia Pereira da Silva Betta

Doutoranda em História pela PUCSP; Mestre em História pela PUCRS; Especialista em História pela UNIFEBE. Atua como Professora e Historiadora.
No Tradicionalismo Gaúcho, iniciou no CTG Cidade Amiga de Armazém, sua terra natal. Passou por outros CTG’s, como Sitio Novo, em Joinville e Laço do Bom Vaqueiro, em Brusque.
Foi 1ª Prenda do CTG Laço do Bom Vaqueiro – 2001/2002; 1ª Prenda da 8ª RT – 2003/2005; 1ª Prenda do MTG/SC – 2004/2006 e 1ª Prenda da CBTG – 2006/2008.
Atualmente se dedica à pesquisa, atuando principalmente na História do Tradicionalismo Gaúcho.
É autora das obras:
Gauchismo no “Vale Europeu”
Pesquisa Histórica: ensaios, dicas e lições
Fragmentos da História da Moda em Brusque.

Celívio Holz

Natural de General Câmara, Rio Grande do Sul. Mestre em jornalismo pela Universidade de Wisconsin, Cidade de Madison, EUA; Graduado em Agronomia pela universidade de Santa Maria – RS e atua como produtor e apresentador de programas de rádio e televisão. Atualmente é Diretor da CH Produções e Eventos, Florianópolis-SC.
No tradicionalismo, começou como dançarino do Grupo de Arte e Cultura Ilha Xucra de Florianópolis, onde foi Patrão em 1995/1997. Como Primeiro Peão Veterano, representou a Ilha Xucra, na 7ª RT e no MTG/SC. Foi Diretor Artístico e Cultural do MTG/SC, e membro do Grupo de Avaliadores para Concursos de Prendas e Peões do MTG/SC.
Na Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha – CBTG, foi Diretor Cultural, Vice-Presidente e Presidente. Atualmente faz parte do Conselhos de Vaqueanos da CBTG e é Patrão Geral do Grupo de Arte e Cultura Ilha Xucra (Gestão 2011/2013).