O tradicionalismo gaúcho viveu, no último final de semana, um momento de profunda emoção e significado durante o 36º Rodeio Crioulo Internacional de Vacaria, considerado o maior rodeio gaúcho da América Latina. Entre tantas provas e manifestações culturais, um espaço especial brilhou com força transformadora: o Laço Inclusão, na modalidade da Vaca Parada, voltado a crianças e jovens com necessidades especiais.
Vacaria, reconhecida como palco de tradição, história e identidade, foi também cenário de um avanço importante para o futuro dos rodeios. A presença do Laço Inclusão naquele espaço representa muito mais do que uma participação esportiva, representa pertencimento, respeito e a certeza de que a cultura gaúcha é, também, um caminho de acolhimento.
A instrutora Michelly Santos, do Centro Equestre Flor de Lótus, que acompanhou a delegação catarinense, descreveu a experiência com emoção:
“Ver esses laçadores e laçadoras fazendo parte do mundo dos rodeios não é apenas emocionante, é transformador. É a prova viva de que a tradição também é inclusão, de que o laço pode e deve ser para todos.”
Santa Catarina esteve representada com orgulho através da equipe da 16ª Região Tradicionalista, dirigida por Michelly, que levou até Vacaria cinco alunos do projeto Inclusão, reafirmando o compromisso do MTG/SC com uma tradição que cresce e se renova sem perder suas raízes.
Representantes catarinenses no Laço Inclusão
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Daiana Weber
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Carlos Cesar Vargas
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Leonardo de Lima
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Gabriel Secco
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Pietra Barato
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Enzo Osmar Schmidt da Cruz
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Bernardo Dolsan
A presença das famílias também foi parte essencial desse momento, fortalecendo o apoio e o carinho que acompanham cada passo dessa caminhada.
O jovem Enzo esteve acompanhado de sua mãe Roberta Nataline Schmidt de Souza da Cruz e de seu pai Felipe Junior da Cruz Schmidt de Souza.
Já Bernardo Marcelino Dolsan contou com a presença do pai Rodrigo José Dolsan e da mãe Diana Darieli Marcelino.
Mais do que competir, os representantes catarinenses representaram a superação, a dignidade e o amor pela tradição gaúcha, mostrando que quando há oportunidade e respeito, os limites deixam de existir.
Vacaria se tornou, assim, uma porta aberta para o Brasil enxergar a grandeza do Laço Inclusão, quebrando preconceitos e fortalecendo a luta para que essa modalidade seja cada vez mais reconhecida oficialmente nos rodeios.
Que essa experiência fique marcada não apenas na memória de quem esteve presente, mas também na história do tradicionalismo. Porque o futuro do rodeio também se constrói com inclusão.
